segunda-feira, 3 de agosto de 2009

América do Sul: o roteiro...


Então, continuando...

O roteiro inicial da viagem, como eu havia dito, foi feito com base nas dicas dadas nos fóruns de discussão do site Mochileiros.com

Então, a idéia era fazer:

Rio (BRA) – Santa Cruz de La Sierra (BOL): Num vôo da Gol.

Santa Cruz – La Paz (BOL): Também de avião. Compraríamos as passagens assim que chegássemos no aeroporto. A alternativa de fazer esse percurso de ônibus foi imediatamente descartada quando soube que seriam 18 horas num ônibus, numa estrada super esburacada, numa subida absurda ( a parte da cidade de La Paz está a 3.000 metros de altura) e com um monte de gente catinguenta junto. É exigir muito do meu espírito de aventura.

La Paz – Copacabana (BOL): Apenas 4 horinhas de viagem de ônibus, com direito a conhecer essa cidadezinha de nome familiar e às margens do Lago Titicaca.

Copacabana (BOL) – Cuzco (PER): 15 horas de viagem, que dão perfeitamente para fazer à noite, de ônibus. E aí curtir uns 5 dias em Cuzco, para conhecer tudo com calma.

Cuzco – Arequipa – Tacna (PER) – Arica (CHL): Um dia de viagem. Pegaríamos um ônibus em Cuzco que nos deixaria em Arequipa, viajando de noite. De lá, outro ônibus até Tacna, onde algumas vans fazem “lotada” para atravessar a fronteira (o que seria tranqüilo, segundo os depoimentos) e nos deixam em Arica, cidade no extremo norte do Chile.

Arica – San Pedro de Atacama (CHL): Após dois diazinhos em Arica relaxando na praia, uma viagem noturna de bus para conhecer San Pedro.

San Pedro de Atacama (CHL) – Altiplanos Bolivianos – Salar de Uyuni (BOL): Aventura total! Em San Pedro existem alguns tours de 4X4 de 1, 2 e 3 dias, que levam para conhecer os Altiplanos Bolivianos, o deserto de Atacama, os salares bolivianos e chilenos, gêiseres, dentre outros. Obviamente, a quantidade de lugares a ser visitada varia de acordo com o tempo disponível que você tem para o deslocamento. Aproveitaríamos então a viagem e faríamos o tour de 3 dias, de San Pedro a Uyuni, na Bolívia, o que já cobriria um trecho do nosso roteiro e ainda conheceríamos o Salar de Uyuni, maior que o do Atacama, e os altiplanos.

Uyuni – Villazón (BOL) – La Quiaca – Salta (ARG): De Uyuni pegaríamos um trem e desceríamos até Villazón, uma cidadezinha minúscula na fronteira com a Argentina. De lá ultrapassaríamos a pé a fronteira (que, segundo os relatos, era tranqüilo) e de lá pegaríamos um ônibus e viajaríamos à noite para Salta.

Salta – Buenos Aires (ARG): Dois diazinhos para curtir Salta, que pelo que eu sabia era uma cidade fofa, com muitas vinícolas de ar mais bucólico que as existentes no eixo Mendoza – Santiago). E de lá, aviãozinho para Buenos Aires.

Buenos Aires (ARG) – Rio (BRA): Mais dois dias para bater perna por Buenos Aires e depois de tanto deserto, nos rendermos às delícias da civilização, dos colchões de mola, dos chuveiros aquecidos e das compras, antes de, enfim, voltar para casa.


No mapa, segue um traçado em verde, feito igual à minha cara, pelo menos dos trechos de La Paz até Salta, para ilustrar:





Bom, esse era o roteiro inicial. Era...

Rochane, minha amiga fofa, guerreira e companheira de viagem, aprovou o roteiro. Acho que ela confiou em mim... Mal sabia ela a enrascada que ela tava se metendo. Eu realmente devo ter uma cara de pessoa muito responsável!

A verdade é que nós não tínhamos nenhum hotel já reservado, nem mesmo as passagens de ônibus compradas. Eu tinha a teoria, comprovada através das opiniões dos outros, de que o roteiro era viável e que, uma vez chegando nos balcões das rodoviárias, conseguiríamos desenrolar o transporte. Eu tinha, sim, uma lista das principais empresas de viação dos quatro países que íamos visitar para servir de referência, e outra lista com os hostels de cada cidade que iríamos passear (exceto todas as da Bolívia. Aliás, acho que nem o Google conhece a Bolívia.).

No fim das contas, esperávamos que os transportes é que fossem o toque de “aventura” da viagem. A hospedagem seria algo mais certo, para evitar a falta de vagas, mas definiríamos aos poucos. Por exemplo, uma vez chegando numa cidade, já iríamos a uma lan house para reservar a estadia na cidade seguinte. Isso nos dava liberdade de optar, por exemplo, se quiséssemos ficar um dia a mais ou a menos em um lugar. E a verdade é que isto nos salvou em mais de um imprevisto.


Dito isto, arrumamos nossas malas e fomos, lépidas e contentes, para o aeroporto.

Um comentário:

  1. Conta mais!
    Aproveito pra dizer que mandei mais dois selinhos pra vc!
    bjs
    Amanda
    http://amandaericardo2010.blogspot.com/

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