terça-feira, 10 de novembro de 2009

Aduana Boliviana: Saindo do país


Em tempo: essa foto também foi tirada do Google... Porque a bateria estava nas últimas...

Na verdade, a razão deste post não é nem para explicar como foi a saída do país, e sim para contar um dos pontos altos da nossa viagem, no segmento "comédia"!!!

Então, só para fazer constar a parte útil: a aduana boliviana é uma casinha no meio do deserto, onde os 4X4 de passeios semelhantes aos que fizemos deixam lá os turistas que vão seguir para o Chile. Então, é preciso entrar na fila, ser atendido por um guarda boliviano com cara de índio e mal humorado, pagar uma taxa de saída do país, carimbar a saída no passaporte e aí entrar em um microônibus que levará todos os turistas dali para a aduana em San Pedro.

E agora sim, a melhor parte - e a melhor frase da viagem:

Já estávamos dentro do microônibus, cheio de gente, pronto para ir para o Chile, quando entra o motorista uniformizado da companhia para dar as explicações gerais (do tipo "San Pedro é uma cidade chilena, com não sei quantos habitantes, blábláblá...):

" Nossa viagem até San Pedro de Atacama durará 1 hora. Na aduana chilena é proibida a entrada de drogas como maconha, cocaínha, heroína, crack e todos os tipos de alucinógenos. Portanto, caso tenham algum destes itens com vocês, consumam tudo em uma hora".

Verdade, juro... E o cara falou sério...

Tour no Deserto: Laguna Verde


Como dizer? Basicamente, a laguna verde é isto aí... Nem tava muito verde no dia... Mas parece um espelho. E é linda... E wordless...

Depois do mergulho, tomamos um café rápido (pão com "epa" e Coca Cola na temperatura ambiente - nossa sorte é que estava frio ainda!) e fizemos nossa última parada em território boliviano. Graças a Deus, e nada contra o país, mas é que estávamos doidas por um banho e um copo de coca bem gelada (o refrigerante, não o chá)...

Essa montanha enorme da foto é o vulcão Licancabur, que está na divisa com o Chile (70 km de distância de San Pedro). Enorme (o pico chega a 5900 metros, e pode ser alcançado através de agências de alpinismo contratadas em San Pedro) e ainda com alguns resquícios de neve no topo. No inverno, de acordo com nosso tiozinho-guia, a neve cobre ele todo.


Bom, só para dizer que a foto é minha (essa e a de cima) e que eu estava lá... Parece montagem, mas não é...




Bom, é isso... Próxima parada: aduana da Bolívia, finalmente!

Tour no Deserto - 3o. Dia: Gêiseres e os lagos termais

No terceiro dia, a programação é: ver o nascer do sol no deserto, ver os gêiseres, ver os lagos termais, visitar a Laguna Verde e, para quem seguir para o Chile, ser deixado na Aduana. E para quem optou em retornar a Uyuni, aguentar mais 18 horas de carro (tipo, praticamente tudo o que a gente andou em três dias, só que num tiro só). Definitivamente, não recomendo.
Para cumprir tudo isso, o tiozinho acorda a gente às 4:30 com toda a delicadeza de um Júnior Baiano para sairmos no jipe às 5 da manhã. Sem café da manhã.
Cansativo, mas valeu muito a pena, como tudo neste passeio até agora. O campo onde fica os gêiseres é enorme, parece um campo minado, cheio de fumacinhas saindo (umas espessas, outras mais finas). Não vimos nenhum explodindo, mas pela proporção do fumacê de alguns dava para ter uma idéia de como era o tamanho da criança (foto acima, que infelizmente não ficou muito boa porque nem a luminosidade do momento e nem o flash ajudaram. E como a bateria da câmera já estava exaurida depois de 3 dias funcionando direto sem carregar, resolvi não exigir muito da bichinha).

E aí, com o sol nascendo, voltamos para a estrada.
Em seguida, os lagos termais - estes, sim, uma das coisas mais lindas e impressionantes da Natureza!
Reparem que, na foto acima, a superfície desse lago enorme que vocês estão vendo está totalmente congelada!
Mostrando: Rochane "pisando" na água...


... e o gelo quebrando!







Só que, um pouquinho mais adiante, separado apenas por algumas pedras, tem um lago de águas termais, quente, com fumaça saindo, inclusive. Um ofurô natural - ao lado de uma lagoa congelada, ambos em pleno deserto!





E aí, é aquela história...
Tour no deserto: 150 dólares;
Biquíni: 80 reais;
Acordar às 4:30 da matina depois de não dormir nada a noite toda: $%#%$%#
Mergulhar e curtir uma piscina natural de água quente numa paisagem dessa: não tem preço...




Tour no Deserto - Laguna Colorada


No segundo dia do tour, tirando a Árbol de Piedra, as paradas são quase todas nos lagos coloridos, como eles chamam... A primeira foi onde almoçamos, há alguns posts atrás, e que honestamente não lembro o nome...

São lagos um pouco distantes entre si, e cujo nome corresponde à cor predominante: Laguna verde, Laguna Colorada... O que dá a tonalidade à água são os tipos de algas e planctons existentes em grande quantidade, azuis e vermelhos. Esta por exemplo, é a Laguna Colorada.


É também a quantidade de algas e plântons que atrai uma grande quantidade de flamingos...



... e vicuñas...


... que ficam reunidos tranquilamente ao redor das lagoas buscando alimentos.

Particularmente, achei o primeiro dia bem legal, devido ao cemitérios dos trens e ao Salar em si, que é fantástico... Este segundo dia, apesar das paisagens fantásticas (planícies a perder de vista, lagoas lindas e vários picos nevados) achei um pouco cansativa. Primeiro em razão da altitude em si, que aí beirava os 4800 metros e tornava difícil qualquer caminhada, além da dor de cabeça que estava matando...


2o. Pernoite: Foi feito em um abrigo próximo à Laguna Colorada, próprio para receber visitantes. Antes de entrar neste abrigo, é preciso entrar numa espécie de parque florestal - e pagar uma taxa simbólica para isso.
Observação: estou usando essa foto, tirada do blog Passos Andinos, porque não consegui tirar uma na hora (economia de bateria). Mas o lugar é esse aí, para vocês terem uma idéia!


O pernoite é bem humilde mesmo, mais ainda do que em San Juan del Rosario: não havia chuveiro para banho, o toalete ficava numa casinha na parte externa do abrigo (num frio de cinco graus, portanto) e cuja porta consistia dessas mini cortininhas de box. O quarto é coletivo (homens e mulheres, incluindo a menina inglesa que tinha passado os 3 dias sem tomar banho nem trocar de roupa).

Foi o único dia em que tivemos um jantar diferente (macarrão) e o tiozinho até ofereceu uma garrafa de vinho - sangue de boi toda a vida, mas que nos permitiu o glamour de um brinde ao jantar no meio do deserto.

As luzes se apagam às 21 horas e, devo dizer, foi uma das piores noites da minha vida. Não tenho problemas de coração, mas a gente dormia com uma taquicardia enorme (o coração batendo feito um louco para manter a oxigenação do corpo por causa da altitude). Muita gente passava mal e a dor de cabeça não deu folga. Por isso, repito: não deixem de comprar Soroche Pills e folhas de coca quando forem para lá...